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Suplência de Otto Alencar pode ser o consolo do PDT

Foto (Arquivo do Jornal Grande Bahia).
Foto (Arquivo do Jornal Grande Bahia).

Depois da novela que cercou a oposição e a situação na composição das chapas que deverão concorrer às eleições deste ano, novos cargos deverão ser preenchidos antes do início da campanha eleitoral, é o que informa a Tribuna da Bahia. Com sua agremiação fechada e em sintonia, segundo informações de bastidores, os governistas agora miram no PDT como possível indicador da suplência de Otto Alencar (PSD) ao Senado. Seria uma forma de aliviar a tensão causada com a sigla, após a protelação do governador Jaques Wagner (PT) na vaga de vice, almejada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), e entregue de bom grado ao PP, do deputado federal João Leão (PP). Caso queira, a sigla, presidida no estado pelo deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT) deverá buscar um novo nome, visto que Nilo, no afã das suas entrevistas antes do governador anunciar Leão, havia cravado a sentença: “Suplência do Senado, jamais”.

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Paulo Souto e Geddel estarão em Vitória da Conquista neste sábado

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Chapa oposicionista visitará interior da Bahia.

Após a apresentação da chapa que representará a oposição nas próximas eleições, ocorrida em Salvador, os pré-candidatos a governador Paulo Souto (DEM), a senador Geddel Vieira Lima (PMDB) e a vice-governador, Joaci Góes, iniciarão por Vitória da Conquista, neste sábado (26), às 10h, em local ainda a confirmar, uma série de visitas pelo interior do estado. Segundo Paulo Souto, deverá marcar presença também o prefeito prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). “O nosso objetivo é ouvir o máximo possível o sentimento da comunidade regional sobre o que esperam do próximo governo em nosso Estado, disse o pré-candidato ao governo pelo Democratas. Souto ainda convidou pessoas de municípios vizinhos à Vitória da Conquista para participarem deste encontro. “Espero contar também com a presença dos nossos amigos de Poções, Barra do Choça, Cândido Sales, Anagé, Planalto, Encruzilhada, Tremedal Belo Campo, Condeúba, Aracatu, Presidente Jânio Quadros, Jacaraci, Caetanos , Piripá, Mortugaba, Licínio de Almeida, Ribeirão do Largo, Bom Jesus da Serra, Caraíbas, Guajeru, Mirante, Maetinga, Cordeiros e tantos outros municípios de regiões vizinhas”, finalizou o ex-governador escolhido para enfrentar o candidato governista nas eleições deste ano.

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PSL negocia apoio a Lídice; Nelson Leal desconhece ‘namoro’

Segundo o deputado, a tendência é de permanência na base.
Segundo o deputado, a tendência é de permanência na base.

A Tribuna da Bahia informa que, nos bastidores da política, os capítulos ainda são de negociação entre os partidos. A dois meses dos prazos das convenções e com as chapas das majoritárias quase formadas, os partidos exploram o arranjo de apoios. Numa situação mais diferenciada, já que ainda não fechou o nome para a vice, a senadora e pré-candidata ao Senado, Lídice da Mata (PSB), intensifica ainda mais as conversas para atrair aliados.

Entre os partidos que estariam em articulação com a líder socialista é citado o PSL, agremiação do deputado Nelson Leal, que tem sua base política no município de Livramento de Nossa Senhora e região. Diga-se de passagem que o PSL integra a base de sustentação ao governador Jaques Wagner (PT) e que só não romperia com o governo ainda porque tem participações na gestão.

Entre os motivos para um suposto namoro com o PSB seriam as coligações nas proporcionais a serem formadas pela base do governo que poderiam desfavorecer o PSL. O partido tem como integrantes na Assembleia Legislativa, Deraldo Damasceno e Nelson Leal. Há interpretações de que a coligação do PT só vai ajudar os grandes que envolvem o próprio PT, o PSD, o PP e o PDT.

O deputado Nelson Leal negou que haja movimentação com o PSB. “Se tivesse alguma situação desse tipo eu seria comunicado. Acredito que a tendência é de permanência (na base)”, disse, informando que passou os últimos dias viajando pelo interior do estado. Contudo, questionado sobre as chapas proporcionais, ele sinalizou que o partido não pode se sentir prejudicado na coligação. Segundo o deputado, a expectativa de três coligações na base e o PSL deve ficar com aqueles que possuem a mesma perspectiva de competição. A reportagem não conseguiu falar com o presidente do partido, Antonio Olivo.

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Tanque Novo: Colisão entre motos deixa um morto e um ferido

Acidente ocorreu na zona rural do município. (Foto: Sudoeste Bahia).
Acidente ocorreu na zona rural do município. (Foto: Sudoeste Bahia).

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida em um acidente entre duas motocicletas ocorrido no distrito de Jacaré, zona rural de Tanque Novo, sudoeste do estado. De acordo com as informações colhidas pela reportagem do Sudoeste Bahia, o acidente aconteceu por volta das 17h10min desta segunda-feira (21). “As motocicletas vinham em direção contrária, uma de jacaré e a outra de Tanque Novo, quando colidiram frontalmente”, relatou um morador da comunidade. Jair Cardoso Silva, 45 anos, residente na Fazenda Puba, zona rural de Tanque Novo, morreu no local. O outro condutor, Juliano Oliveira Silva, 18 anos, fraturou uma das pernas e foi removido para o Hospital da cidade. A Polícia Militar registrou o acidente e preservou o local até a chegada dos peritos da Polícia técnica.

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Otto diz que declaração de Geddel significa complexo de superioridade e falta de humildade

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Concorrente de Geddel Vieira Lima (PMDB) na disputa pelo Senado na eleição deste ano, o vice-governador Otto Alencar (PSD) ponderou que, “politicamente”, o adversário – que se declarou favorito na eleição deste ano em entrevista ao Bahia Notícias – “esqueceu de combinar com o eleitor em 5 de outubro”. O governista se esmerou em sua profissão para proferir ainda outro diagnóstico ao oponente: “como médico, avalio que a declaração de Geddel manifesta complexo de superioridade e falta de humildade”. Com o argumento de que “todos têm o direito de debater as suas propostas”, ele prometeu respeitar cada um dos postulantes e utilizar a estratégia inversa do peemedebista. “Vou seguir trilhando meu caminho com as sandálias da humildade, serenidade e firmeza”, projetou. Segundo Geddel, “os números” e o seu “sentimento” determinam que a sua adversária mais perigosa na corrida por uma cadeira no Congresso Nacional é a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon (PSB).

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Geddel diz que será a voz da Bahia no Brasil

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O peemedebista afirmou que abraçou a causa de ser senador.

O Bahia Notícias publicou hoje (21) uma entrevista com o pré-candidato a senador, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Dentre os temas tratados, o ex-ministro falou sobre seus projetos para a Bahia, criticou o governo de Jaques Wagner (PT) e mostrou-se confiante em sua vitória, mas respeitando apenas uma pré-candidatura ao senado, a de Eliana Calmon (PSB).

Ele iniciou suas colocações apontando a fragilidade do governo estadual em relação a alguns pontos básicos. “O governo que aí está já deu. Não atende as questões de segurança, não tem política para o semiárido, fez com que a saúde da Bahia se tornasse frágil e a educação apresenta indicadores de qualidade muito ruim”, apontou Geddel, que, em função dessa avaliação, disse que optou por ousar e aceitar o senado da república, para compor uma chapa que é, segundo sua análise, fortíssima e que vai para as ruas falar de futuro para vencer as eleições.

O presidente do PMDB na Bahia pontuou que, há algum tempo, falta liderança que represente o estado no senado federal. “Eu agora estou abraçado a essa causa de ser senador, ser a voz da Bahia no Brasil, e estou motivado. Vamos ganhar essa eleição e vou devolver para o Senado da República, digo isso com absoluta convicção, uma coisa que a Bahia perdeu há muito tempo: uma liderança nacional que tenha coragem, experiência e vontade de ser a voz da Bahia”, frisou Geddel.

Para Geddel, Souto é o melhor nome dentre os postulantes.
Para Geddel, Souto é o melhor nome dentre os postulantes.

O ex-ministro entende que Paulo Souto não é o nome ideal para administrar o estado, mas é muito melhor do que Rui Costa. “Na medida em que não sou eu o melhor candidato, eu acho que ele é muito melhor do que o candidato terceirizado do governador”, disse o peemedebista, que, posteriormente, afirmou que Eliana Calmon (PSB) é a única pré-candidata ao senado com quem ele competirá. “Minha adversária mais perigosa é a ministra Eliana Calmon”, disparou Geddel, desvalorizando a pré-candidatura de Otto Alencar (PSD).

Oposição enxerga gestão de Salvador como referência para o estado
Oposição enxerga gestão de Salvador como referência para o estado.

Sobre a gestão de ACM Neto, Geddel disse que será referência para o futuro governo. “Temos que falar olhando para o futuro. Qualificar a crítica, mostrar que efetivamente o nosso candidato tem experiência. Mostrar a administração que ACM Neto está fazendo em Salvador, quebrando essa história que você precisa ser do mesmo partido político do governador para bem gerir. Você precisa ter planejamento, atitude, boa equipe, metas estabelecidas e ir para cima, se dedicar exclusivamente à gestão pública e ter coragem de decidir as coisas que acontecem. É mostrar isso e esperar que o povo reconheça. Não pode ter uma estratégia definida de região tal e qual. A nossa estratégia é pela Bahia”, finalizou Geddel Vieira Lima.

 

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Prefeito de Macaúbas fala sobre importância da Cavalgada de Lagoa Clara

zezinho lagoaclara
Zezinho participou do evento durante todo o dia deste domingo.

Aconteceu durante o dia de ontem (20), a quarta cavalgada do distrito de Lagoa Clara. O tradicional encontro contou com centenas de cavaleiros e amazonas de toda a região, que partiram às 10:00 horas da comunidade de Capão finalizando o percurso na praça da igreja matriz de Lagoa Clara. O prefeito municipal José João Pereira, o Zezinho, prestigiou o evento junto com os secretários de Recursos Hídricos, Nim de Antenor e o de Obras, Joaquim de Souza, e demais lideranças políticas da região. Segundo Zezinho, é importante se agregar valor cultural à comunidade de Lagoa Clara. A festa continuou animada com as bandas Gibão de Couro, Superação do Forró e Chicão e Jhonatas.

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“Mais aula; menos folga”, um artigo de Pedro Cardoso da Costa

pedro cardosoPara falar dos problemas da educação não se pode deixar de comentar a carga horária.

Oficialmente, o ano letivo tem em média 180 dias de aula-ano, muito inferior ao período dos países considerados desenvolvidos. Deste número oficial de dias, ao menos uns cinquenta poderiam ser desconsiderados.

Não há aula nas duas semanas iniciais na maioria esmagadora das escolas, nas duas antes das férias de julho e quase um mês antes do fim do ano, sem contar os feriados que são emendados, como de Carnaval, Semana Santa, Tiradentes, Sete de Setembro, Quinze de Novembro, além das datas de acontecimentos locais.

Todo mundo já ouviu uma famosa frase de algum professor: “oficialmente deveria ter aula, mas vocês, alunos, decidem.” Se vierem, eu terei que dar aula. Exatamente o que os alunos queriam ouvir. Essa frase soa como música. Aqueles que se propuserem a ir para a escola tornam-se chatos e inconvenientes até para os mestres, sem falar nas ameaças e riscos.

No fim do ano, os alunos aprovados e os reprovados igualmente não sabem nada, o que culmina, lá na frente, com inúmeros bacharéis inteiramente despreparados, incapazes de escreverem corretamente um simples texto. Agora, as postagens nas redes sociais são prova inconteste disso.

Talvez a carga horária nem precise ser ampliada, apenas as aulas deveriam ser ministradas inteiramente, cumprindo-se os prazos fixados no calendário, sem emenda de feriados, sem entradas atrasadas nem saídas antecipadas e com aulas para valer do início e ao fim do ano letivo.

As escolas precisariam ensinar, além da didática, noções básicas de cidadania, como não jogar lixo nem bituca de cigarro nas ruas, não cuspir nas vias públicas, respeito integral às regras de trânsito e tantas outras.

As escolas deveriam descobrir – e exercer – seu verdadeiro papel na sociedade. Essa indefinição torna-se ainda pior do que a falta de estímulo de professores, pais e alunos, enfim, de todos os envolvidos diretamente com a educação, que querem melhorar o nível do ensino no país, mas não sabem por onde começar.

Este texto, com pequenas atualizações, foi escrito em 1995. Como se vê, depois de passados vinte anos, o texto é atualíssimo. Espera-se que alguma melhora o desatualize daqui a mais duas décadas.

Pedro Cardoso da Costa é Bacharel em Direito.